Tão Longe Tão Perto


Be-a-bá da Ba-hi-a
06/08/2013, 20:49
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Tupique é van. Roda de madrugada e faz a rota das praias. Dependendo da simpatia pode-se cobrar bandeira 1 ou 2. Cabem 10, mas 20 se ajeitam. Motorista e cobrador cantam. Não, não te cantam. Estou falando de pagode romântico melódico, vocais ensaiados para ouvir e amar, rasgando rodovias.

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Arretado não tem nada a ver com retado. Sulista é bicho besta, pensa que sabe falar baianês só porque vê novela da Globo. É constrangedor! Ahhh, retei!

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Não tem lugar pra blasé não. No ônibus, na praia, na loja, no rock, na rua, no bar: se chegou, nem adianta virar os olhinhos como Baby porque ninguém vai fingir que não te viu. A recíproca deve ser verdadeira, seguida do básico da educação que a gente acha chique esquecer: Boa tarde. Boa!

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Não sorrir, não dançar, não gostar de música, não enxergar o que tem de bom na sua vida, por mais miserável que ela pareça, é crime inafiançável, sujeito à expatriação imediata.

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Relações de parentesco não têm nada a ver com sangue. O irmão é o vizinho. O primo é o amigo do amigo. O pai é o taxista. A mãe é a líder espiritual.

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Relações de amizade não têm nada a ver com afinidade, mas com alteridade. A troca acontece justamente com o “outro”, que aprendeu por uma trajetória completamente diferente da minha.

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No domingo de tardezinha, nem a fome, a seca, o amor ou a falta dele tem importância diante do pôr do sol no Farol da Barra.

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