Tão Longe Tão Perto


De 12 em 12
08/01/2012, 12:08
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Como os números passaram a ter outra importância depois de uma temporada na Índia, tentei esperar o décimo segundo dia do ano pra escrever sobre 2012. Sobre meu ano novo, assim, assumidamente egocêntrico. Com ansiedade, libero o texto alguns dias antes, nutrindo a esperança de conseguir agir assim também em relação às promessas profissionais.

Para a próxima temporada, uma dúzia de pensamentos vão e vêm na maré da consciência. Que tolice querer pegar todas as ondas. Sente-se na beira da praia e observe.

Aos 12 anos, antes da menarca, o feminino parecia não ter limites. Um ano depois, o corpo já precisava de cuidados pra entrar no mar.

Aos 24, que sede! O vento sopra aqui, ali, solto os cabos do barco, mas por medo ou prudência, nem vou tão longe da praia.

36, a “volta do fiel”: alguns nós feitos e desfeitos. Após curtas, mas intensas viagens em alto mar, mantenho o barco amarrado temporariamente. Liberdade ainda que tardia. Inicia-se mais um ciclo. Os procedimentos automatizados se apagaram e as águas trazem de volta aquela sensação dos 12 anos, que estranho.

Aos 48 voltaremos a conversar. Pode ser que o mundo acabe. Enquanto houver incerteza, está tudo bem.

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