Tão Longe Tão Perto


Sobre ir e voltar
19/07/2011, 0:47
Filed under: Sem categoria

Confesso que não consigo mais ouvir uma história de viagem impunemente. Por  mais longínquo que seja o destino do viajante, meu fôlego imaginário infla até alcançar a balsa que cruza o rio Mekong, as bicicletas de Hanói, o pé do Himalaia. E volto para lembrar que estou mais próxima de tanta riqueza cultural e ambiental aqui nos Lençóis Maranhenses, Peru, Cuba, México… E conto os anos que passei no mesmo lugar, o tempo que tenho versus o dinheiro que não tenho. E vem a importância de cada coisa: ter raiz, não se deixar enterrar. Essas viagens imaginárias não tem muito de turístico porque o que guardo de mais precioso não são souvenires, mas amigos, histórias de vida e laços que embaraçam e desembaraçam as pessoas, seus valores, suas culturas. Só que tudo tem um preço. E o de ser viajante talvez seja a distância que faz desaparecer aquele cotidiano comum, familiar, aconchegante, confortável, seguro. E pra alguém voar, alguém tem que ancorar. E ficar também pode ser uma opção de roteiro a seguir. Mas agora?

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9 Comentários so far
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Comprei um livro de crianca para a Ana Maisha, antes de ela ter idade para isso. Chama-se “viagens a lugares que nunca fui”. Acho que acabei comprando para mim mesma. Vamos ver se a gente se encontra, para vc conhecer esse livro. Moro tao pertinho do escritorio. Vamos almocar juntas um dia? E voar com as viagens que fizemos e queremos fazer. Beijos

Comentário por Flavia Ribas

Só por sua mensagem e nosso futuro encontro de viajantes já valeu eu ter deixado este texto umbigocêntrico no ar. Confesso um certo constrangimento quando o texto é mais pessoal 🙂 Mas aí vejo que a troca que isso proporciona é tão compensadora que tomo coragem pra escrever de novo.
Pego seus contatos com o povo da firma hoje e te ligo em breve. Beijos e obrigada!

Comentário por Gabriela Goulart Mora

Já estás pensando em zarpar de Brasília, Gabi?
Faça isso não. Fique mais!

Comentário por Olímpio Cruz Neto

Por enquanto, só viagem imaginária. Tô aqui – e o melhor – com amigos! Bjim e obrigada pela visita.

Comentário por Gabriela Goulart Mora

Gabi, é mesmo um dilema a nossa vida. Viajar é tão bom, nos faz tão bem, mas não é só maravilha, como mostram as revistas de turismo. As viagens nos enriquecem tanto culturalmente e também nos deixam órfãos de pais, de amigos; em troca, ganhamos outros amigos; mas, como você disse, tem um preço. O bom é que você pode voltar. beijos

Comentário por carina

O ideal seria arrumar um trampo que pagasse as viagens e ainda permitisse ir e vir, enraizar e voar. Nos vemos loguinho, né? Que saudade!

Comentário por Gabriela Goulart Mora

Gabi, enraizar sem se deixar enterrar é uma das frases mais bonitas que eu já ouvi nos últimos tempos. Um beijo, linda. Eu enraizo de novo no ano que vem. Me espera que a gente fará muitas viagens imaginárias juntas. Até chegarem as próximas de verdade. :o)

Comentário por Carol

Ei, então o roteiro de cá tá ficando cada vez mais interessante!!!! Obrigada! Te ofereço um piquenique no CCBB. Beijo.

Comentário por Gabriela Goulart Mora

Lembrei das raízes aéreas… Pode ser uma alternativa : )
Quando vc vem pro RJ, colocar suas raízes enterradas na areia??? Apê ficando pronto em 2 meses, vai pensando…
bjs, Ju

Comentário por Juliana




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